O que Visitar na Ilha de São Miguel: Guia para uma Viagem Inesquecível

Conhecida como a Ilha Verde dos Açores, São Miguel é uma terra de lagoas em crateras vulcânicas, florestas exuberantes, cascatas e caldeiras de águas geotermais.
Neste guia, partilhamos uma sugestão de roteiro de 6 dias em São Miguel, pensado para quem gosta de natureza, caminhadas e experiências autênticas. Ao longo destes dias, vamos descobrir algumas das zonas mais emblemáticas da ilha, mas também lugares menos conhecidos.
Prepara as botas de caminhada, o fato de banho e a máquina fotográfica. São Miguel espera por ti.
Dia 1 - Furnas
Para o primeiro dia, sugerimos explorar as Furnas, uma das zonas mais especiais de São Miguel. Começamos com uma caminhada pela Lagoa das Furnas, seguida de um almoço para provar o tradicional Cozido das Furnas. Depois, é tempo de visitar o Parque Terra Nostra e terminar o dia a relaxar nas águas férreas do Parque ou na Poça da Dona Beija.
1. Caminhada pela Lagoa das Furnas
O PRC 06 SMI — Lagoa das Furnas é um percurso circular de 9,5 km, com uma duração aproximada de 3 horas e dificuldade fácil. O trilho começa junto ao Largo das Três Bicas, na entrada da vila das Furnas, e permite descobrir alguns dos lugares de referência desta zona.
Ao longo do percurso, a Lagoa das Furnas é naturalmente a grande protagonista. O trilho acompanha a sua margem, através de um caminho tranquilo e acessível, rodeado pela vegetação característica da ilha.
Um dos pontos de interesse é a Ermida de Nossa Senhora das Vitórias, uma construção de estilo gótico do século XIX, situada junto à lagoa. O percurso passa também pela Mata-Jardim José do Canto, um espaço verde de grande interesse paisagístico, e pela Casa dos Barcos.
Mais à frente, chegamos às Caldeiras das Furnas, onde a atividade geotermal da ilha se manifesta através das fumarolas e das águas e vapores quentes que brotam do solo. É aqui que podemos observar de perto a força vulcânica que continua presente nas Furnas e que dá origem a uma das suas tradições mais conhecidas: a confeção do Cozido das Furnas, utilizando o calor natural da terra.
2. Cozido das Furnas: uma refeição cozinhada pelo vulcão
Depois da caminhada, chega a hora de provar o Cozido das Furnas. A particularidade está na sua confeção: as panelas são colocadas no solo, nas caldeiras, onde o calor proveniente da atividade vulcânica cozinha lentamente os ingredientes.
É possível assistir ao processo de confeção e à retirada das panelas das caldeiras, uma experiência que vale a pena incluir no roteiro. Depois, basta escolher um dos restaurantes das Furnas onde este prato tradicional é servido.
3. Parque Terra Nostra
O Parque Terra Nostra tem mais de 200 anos de história. A sua origem remonta a 1782, quando Thomas Hickling, um comerciante norte-americano, adquiriu a propriedade e aí criou o seu refúgio de verão. Ao longo dos séculos, o espaço foi sendo ampliado e transformado num grande jardim botânico.
Hoje, os seus 12,5 hectares reúnem cerca de 1.800 espécies botânicas, entre plantas dos Açores e espécies provenientes de várias partes do mundo.
No jardim encontra-se ainda o famoso tanque termal, alimentado por água vulcânica e com uma temperatura média de cerca de 37 ºC. Rica em ferro e outros minerais, a água tem a característica tonalidade acastanhada e proporciona um banho particularmente relaxante, rodeado pela vegetação luxuriante do parque.
Dica: se quiseres aproveitar o tanque termal, leva um fato de banho escuro, pois o ferro presente na água pode deixar manchas nos tecidos claros.
4. Relaxar na Poça da Dona Beija
Depois de um dia de caminhada, nada melhor do que terminar a tarde nas águas quentes da Poça da Dona Beija. O espaço é composto por várias piscinas de águas geotermais, rodeadas pela natureza, proporcionando um dos momentos mais relaxantes da viagem.
Informação prática: confirmar previamente os horários, preços e condições de entrada, uma vez que podem sofrer alterações.
5. Sugestão extra: Miradouro do Pico do Ferro

Se o dia estiver com boa visibilidade, vale a pena fazer um pequeno desvio até ao Miradouro do Pico do Ferro. Daqui, temos uma das melhores perspetivas sobre o Vale das Furnas, onde a Lagoa e as suas margens formam um panorama digno de postal.
Dia 2 - Salto do Cabrito e Caldeira Velha
Para o segundo dia, sugerimos um percurso pela natureza no interior de São Miguel. Começamos com o trilho do Salto do Cabrito, que nos leva até à cascata com o mesmo nome, e terminamos o dia a relaxar nas águas quentes da Caldeira Velha. Se o tempo estiver bom, aproveitamos ainda para fazer um pequeno desvio até ao Miradouro da Lagoa do Fogo.
Caminhada até ao Salto do Cabrito
O PRC 29 SMI — Caldeiras da Ribeira Grande – Salto do Cabrito é um percurso circular de cerca de 8,5 km, com uma duração aproximada de 3 horas e dificuldade média. O trilho começa nas Caldeiras da Ribeira Grande e atravessa uma paisagem de floresta, ribeiras e antigas infraestruturas ligadas ao aproveitamento da água e da energia hidroelétrica.
O percurso começa nas Caldeiras da Ribeira Grande. No início encontramos um pequeno desvio que dá acesso à Barragem da Fajã do Redondo. Vale a pena fazer este desvio para conhecer a barragem e, depois, regressar ao percurso principal junto a uma conduta de água e ladeado por criptomérias, que nos leva até à Central Hidroelétrica da Fajã do Redondo, atualmente desativada. A central pode ser visitada mediante marcação prévia com a EDA Renováveis.
O caminho continua até à Cascata do Salto do Cabrito, que surge entre a vegetação junto à antiga central hidroelétrica. A cascata é o grande momento do percurso e vale a pena reservar algum tempo para apreciar o local.
Atenção: este percurso tem alguns troços mais exigentes, incluindo escadas íngremes, passagens junto a ribeiras e uma ponte suspensa. Além disso, o percurso tem sofrido derrocadas, pelo que recomendamos confirmar as condições do trilho antes de iniciar a caminhada e ter especial cuidado no terreno.
2. Para os mais aventureiros: canyoning no Salto do Cabrito
Se procuras uma experiência com uma dose extra de adrenalina, podes trocar a caminhada pela experiência de canyoning no Salto do Cabrito. A atividade permite explorar a ribeira de uma perspetiva completamente diferente, descendo cascatas em rapel e atravessando o curso de água entre a vegetação exuberante.
A empresa Picos de Aventura organiza esta experiência no Salto do Cabrito, com cerca de 3 horas de duração e acompanhamento de guias especializados.
3. Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha
Depois da caminhada, sugerimos uma paragem no Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha, um Monumento Natural situado na encosta norte do maciço vulcânico de Água de Pau. O espaço combina a paisagem de floresta com a presença de fumarolas, águas termais e uma área dedicada à interpretação da geologia, biodiversidade e atividade geotérmica da região.
Aqui é possível aproveitar as suas águas termais, com diferentes temperaturas, para um momento de relaxamento no meio da vegetação exuberante da ilha. As poças termais, com temperaturas que variam entre os 25 °C e os 39 °C, são o convite perfeito para relaxar depois da caminhada.

Informação prática: é necessário reservar a entrada antecipadamente, através da bilheteira online dos Parques Naturais dos Açores. A visita é feita por períodos de 1h30, com horário definido no momento da reserva.
O bilhete completo, que inclui o Monumento Natural, o Centro de Interpretação Ambiental e as poças termais, custa atualmente 10 € para adultos, sendo gratuito para crianças até aos 6 anos.
3. Sugestão extra: Miradouro da Lagoa do Fogo

Se ainda houver tempo e o dia estiver com boa visibilidade, sugerimos fazer um pequeno desvio até ao Miradouro da Lagoa do Fogo. Daqui, é possível contemplar a lagoa no interior da antiga cratera vulcânica e a paisagem que se estende até à costa norte de São Miguel.
Mas este é apenas um primeiro olhar sobre a Lagoa do Fogo. No dia seguinte, vamos conhecê-la mais de perto, através de um percurso que nos leva até às suas margens.
Dia 3 - Lagoa do Fogo e Vila Franca do Campo
Hoje vamos conhecer a Lagoa do Fogo de uma forma diferente, através de um percurso que nos leva até à margem da lagoa. Depois da caminhada, seguimos para Vila Franca do Campo, onde sugerimos escolher entre uma visita ao Ilhéu de Vila Franca do Campo ou um passeio de observação de cetáceos.
1. Caminhada até à Lagoa do Fogo
O PR 02 SMI — Lagoa do Fogo é um percurso linear de ida e volta, com 11 km, cerca de 4 horas de duração e dificuldade média. O trilho começa num caminho de terra, atravessando campos de cultivo e pastagens, e vai subindo em direção à lagoa.
Durante o percurso, passamos pelas ruínas de uma antiga fábrica de produção de fibras de espadana e seguimos depois por uma mata de criptomérias até encontrar uma levada, que acompanha parte do caminho. Aqui, a vegetação é particularmente interessante, sendo possível observar várias espécies de flora endémica dos Açores, como a uva-da-serra, a urze e o folhado.
Mais à frente, o trilho entra no vale da Ribeira da Praia, antes de chegar finalmente à margem da Lagoa do Fogo. É aqui que encontramos uma colónia de gaivotas-de-patas-amarelas, que merece alguma atenção. Durante a época de nidificação, sobretudo em abril e maio, as gaivotas podem tornar-se territoriais, pelo que devemos manter alguma distância e evitar aproximarmo-nos dos ninhos.
Depois de chegarmos à lagoa, iniciamos o regresso pelo mesmo caminho. A subida que fizemos no início transforma-se agora numa descida, acompanhada por uma magnífica vista sobre a costa sul de São Miguel e o Ilhéu de Vila Franca do Campo.
Informação prática: É aconselhável levar calçado adequado, já que existem zonas enlameadas junto à levada.
2. Vila Franca do Campo
Depois da caminhada, seguimos até Vila Franca do Campo, onde podes optar por uma de duas experiências no mar:
Ilhéu de Vila Franca do Campo
Durante os meses em que é possível visitar o ilhéu, podemos fazer um passeio de barco até esta antiga cratera vulcânica, hoje transformada numa piscina natural aberta para o mar. É uma boa opção para quem quer aproveitar o dia para nadar e conhecer de perto este lugar tão particular da costa de São Miguel.

Observação de cetáceos
Outra opção é embarcar numa saída para observação de baleias e golfinhos, uma experiência que permite conhecer a vida marinha dos Açores e observar algumas das espécies que passam por estas águas.
Nós fizemos a visita ao Ilhéu de Vila Franca do Campo com a TERRA AZUL e recomendamos esta empresa pela qualidade da experiência. A empresa trabalha com biólogos marinhos e guias naturalistas e realiza expedições de observação de cetáceos ao longo do ano.
Dia 4 - Sete Cidades e Ponta da Ferraria
Para o quarto dia, sugerimos descobrir uma das paisagens mais conhecidas de São Miguel. Começamos no Miradouro da Vista do Rei e seguimos a pé até à vila das Sete Cidades, num percurso que atravessa a paisagem vulcânica da caldeira e oferece diferentes perspetivas sobre as lagoas. Depois de explorar a vila, seguimos até à Ponta da Ferraria, onde podemos terminar o dia com um banho no mar, nas águas aquecidas pelas nascentes termais.
1. Caminhada da Vista do Rei às Sete Cidades
O PR 03 SMI — Vista do Rei – Sete Cidades começa no Miradouro da Vista do Rei e termina na freguesia das Sete Cidades.
O início do percurso oferece uma das melhores vistas sobre as lagoas da caldeira. À medida que avançamos, o trilho acompanha a encosta da caldeira, permitindo observar a Lagoa Azul e a Lagoa Verde e diferentes formações vulcânicas. Pelo caminho, encontramos também a Lomba do Vasco, com vista sobre a costa oeste da ilha e a freguesia dos Mosteiros.
A parte final é feita em descida até à vila das Sete Cidades. Aqui, sugerimos reservar algum tempo para conhecer a vila, antes de decidir como regressar. Quem não quiser fazer novamente o percurso no sentido inverso pode apanhar um táxi de volta ao ponto de partida.
Informação prática: 7,5 km | cerca de 2 h | dificuldade fácil. O percurso é maioritariamente descendente, mas existem alguns troços mais inclinados e escorregadios.
2. Pico das Camarinhas e Ponta da Ferraria
Para quem quiser prolongar o dia, sugerimos o PRC 43 SMI — Pico das Camarinhas – Ponta da Ferraria, um percurso circular de 4,9 km, com cerca de 2h30 de duração e dificuldade fácil.
O trilho passa pelo Pico das Camarinhas, pelo miradouro e farol da Ferraria e desce até à fajã lávica, onde podemos observar uma arriba fóssil, arcos litorais e outras formações geológicas.
3. Banho nas águas termais da Ponta da Ferraria
A piscina termal natural da Ponta da Ferraria é um dos lugares mais curiosos deste dia: aqui é possível tomar banho no mar enquanto as águas das nascentes termais elevam naturalmente a temperatura da água. O efeito é mais evidente durante a maré baixa, quando a temperatura pode ultrapassar os 30 ºC.

Dica: consulta o horário das marés antes de ir. A experiência depende bastante da maré e das condições do mar.
Dia 5 — Nordeste: Percurso do Sanguinho e o Priolo
Neste dia seguimos para o nordeste de São Miguel, numa zona particularmente rica em natureza. Começamos com o percurso do Faial da Terra, que nos leva até à Cascata do Salto do Prego e à antiga Aldeia do Sanguinho. Depois, seguimos para o Centro Ambiental do Priolo, onde podemos conhecer melhor esta pequena ave endémica de São Miguel e, para quem tiver interesse em observação de aves, participar num tour pela Serra da Tronqueira.
1. Caminhada até ao Salto do Prego e Aldeia do Sanguinho
O PRC 09 SMI — Sanguinho é um percurso circular de cerca de 4,6 km, com uma duração aproximada de 2 horas e dificuldade média. O trilho começa no Faial da Terra e acompanha a ribeira até à Cascata do Salto do Prego, uma das grandes atrações do percurso.
O caminho atravessa uma zona de vegetação densa e, junto à ribeira, encontramos pequenos pomares pertencentes a explorações familiares. Depois de chegar à cascata, podemos explorar a sua envolvente antes de continuar até à Aldeia do Sanguinho, uma antiga aldeia que tem vindo a ser recuperada e onde encontramos casas tradicionais, pequenas explorações agrícolas e exemplares de sanguinho, planta endémica dos Açores que deu nome ao lugar.
Na parte final, o percurso desce por um caminho de pedra bastante inclinado e que pode tornar-se escorregadio, pelo que é importante ter algum cuidado.
2. Centro Ambiental do Priolo
Depois da caminhada, sugerimos uma visita ao Centro Ambiental do Priolo, na Reserva Florestal de Recreio da Cancela do Cinzeiro, no Nordeste. O centro funciona como porta de entrada para a área protegida das Terras do Priolo e dedica-se à divulgação e conservação desta espécie e do seu habitat, a floresta Laurissilva. A SPEA — Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves está envolvida no trabalho de conservação do priolo e na dinamização de atividades de sensibilização e observação de aves na região.
O priolo (Pyrrhula murina) é uma ave endémica de São Miguel que apenas existe na zona oriental da ilha. No centro podemos conhecer melhor a espécie, a floresta que constitui o seu habitat e o trabalho de conservação que tem sido desenvolvido na região.
É possível complementar a visita com um tour de observação do priolo na Serra da Tronqueira. O Centro Ambiental do Priolo disponibiliza atividades e visitas guiadas de observação de aves, e esta é uma excelente oportunidade para tentar observar a espécie no seu habitat natural.
Não é garantido ver o priolo, claro. A graça desta experiência está precisamente em entrar no seu habitat, aprender a reconhecê-lo e tentar encontrá-lo com a ajuda de quem conhece a zona.

Dia 6 — Moinho do Félix e Chá Gorreana
Para terminar o roteiro, seguimos para a costa norte de São Miguel, até à zona da Ribeira Grande. Começamos na Lomba de São Pedro, com um percurso que nos surpreendeu pela quantidade e beleza das suas cascatas. Depois, seguimos até à Fábrica de Chá Gorreana, para conhecer uma das paisagens agrícolas mais características da ilha e descobrir um pouco mais sobre a produção de chá nos Açores.
1. Moinho do Félix e as suas cascatas
O Trilho Municipal 06 — Moinho do Félix – Cascatas é um percurso circular de 5,5 km, com cerca de 2 horas de duração. Começa junto à Igreja de São Pedro, na Lomba de São Pedro, e percorre uma zona verde e pouco movimentada da costa norte.
Foi uma das caminhadas que mais nos surpreendeu pela beleza das cascatas que vamos encontrando ao longo do caminho. O percurso passa pela Cascata do Homem, pelas ruínas do antigo Moinho do Félix, pela Cascata do Teófilo, pela Cascata da Gruta e pelo Poço da Truta, antes de regressar ao ponto de partida.
E há aqui outra vantagem: não é um dos percursos mais procurados pelos turistas, o que torna a caminhada ainda mais especial para quem gosta de descobrir lugares mais tranquilos e menos concorridos.
2. Chá Gorreana
Depois da caminhada, seguimos até à Gorreana, onde encontramos uma paisagem completamente diferente. As plantações de chá estendem-se pelas encostas verdes da ilha e dão-nos a oportunidade de conhecer uma das culturas agrícolas mais particulares de São Miguel.
O PRC 28 SMI — Chá Gorreana é um pequeno percurso circular de 3,4 km, com cerca de 1h30 de duração e dificuldade fácil. Começa junto ao parque de estacionamento da fábrica e percorre as plantações de chá, passando também por uma zona de mata de criptomérias. Num dos pontos mais altos do percurso, temos uma bonita vista sobre a costa norte da ilha.
A Fábrica de Chá Gorreana funciona desde 1883 e é a plantação de chá mais antiga da Europa. A planta utilizada, Camellia sinensis, foi introduzida em São Miguel em 1750, tendo chegado à ilha através das naus que regressavam do Oriente.

No final do percurso, vale a pena entrar na fábrica para provar um chá e conhecer melhor os diferentes processos envolvidos na sua produção.

Conclusão
Em apenas seis dias, este roteiro permite conhecer as paisagens mais impressionantes da Ilha de São Miguel, assim como a sua biodiversidade única. Este é um roteiro para quem gosta de caminhar e explorar ao ar livre, onde a natureza está sempre presente.
Algumas recomendações antes de viajar
O clima de São Miguel é ameno durante todo o ano, mas também bastante variável. É possível ter sol numa zona da ilha e encontrar nevoeiro ou chuva poucos quilómetros depois, sobretudo nas zonas de maior altitude. A ocorrência de nuvens e chuva é possível em qualquer altura do ano, embora os meses de verão tendam a ter períodos mais longos de sol e temperaturas mais elevadas.
Por isso, para este tipo de viagem, recomendamos:
Levar sempre um impermeável, mesmo que a previsão seja de bom tempo.
Usar calçado adequado para caminhadas, especialmente nos trilhos com zonas enlameadas, escadas ou piso escorregadio.
Consultar a previsão meteorológica no próprio dia, sobretudo antes de fazer caminhadas em zonas montanhosas ou visitar miradouros como a Lagoa do Fogo.
Ser flexível com o roteiro. Se um dia estiver com muita nebulosidade, aproveita para fazer uma atividade numa zona mais baixa e deixa os miradouros e lagoas para quando houver melhor visibilidade.
Levar roupa por camadas, porque as temperaturas podem variar bastante entre a costa e as zonas mais elevadas.
E, claro, não esquecer o fato de banho. Entre as Furnas, Caldeira Velha e Ponta da Ferraria, vais ter várias oportunidades para experimentar as águas da ilha.
Seis dias são suficientes para descobrir São Miguel, mas provavelmente vão deixar-te com vontade de voltar. Foi exatamente o que nos aconteceu.











































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